30 de set. de 2011

Flexografia: um pouco da história




O sistema de impressão flexográfica pode ser considerado um avanço do sistema de impressão tipográfico, ou podemos dizer que a impressão flexográfica se inspirou na tipografia (que por sua vez se inspirou na xilogravura).

No início do século o sistema já era utilizado, porém em pequena escala, por volta de 1920 o processo de impressão começou a ser utilizado em grande escala.

A princípio o nome do sistema de impressão era anilina, pois utilizava tinta à base de corantes de alquitrán ( da mesma família dos óleos de anilina).


Como o termo anilina (derivado de alquitrán - substância tóxica) dava a impressão que produtos impressos pelo sistema poderiam causar algum mal para quem os utiliza-se, então fornecedores, vendedores, ... preocupados com esse impacto negativo resolveram lançar a proposta para a escolha de um novo nome. (nesta fase já utilizava pigmentos com características iguais aos outros processos de impressão).

Foi lançado em uma revista da área a proposta para a escolha de um novo nome, de onde se escolheu o nome Flexografia dentre muitos nomes enviados para a redação da revista.


Durante muito tempo as impressoras flexográficas não receberam a devida atenção de fabricantes de máquinas gráficas, no início eram máquinas grandes e desengonçadas, apresentavam muitas variações durante o processo de impressão, eram difíceis de ser operadas e perigosas. Muitas vezes eram fabricadas na própria gráfica.

Após a 2ª guerra a Flexografia deu grandes passos em termos de evolução e utilização.

Forma

Para melhor entendimento, podemos usar um carimbo como exemplo, onde será entintada somente as áreas que estão em alto relevo (característica vinda da xilogravura).

Esta forma será fixada no cilindro porta-formas na impressora, onde através de sistemas apropriados de entintagem, será realizada a aplicação da tinta na superfície da imagem em alto relevo. Existem diversos tipos de formas que podem ser utilizados em flexografia, dependendo das características do impresso a se reproduzir, máquina à ser utilizada, substrato que será utilizado na impressão etc.



Tintas


A tinta utilizada em flexografia é uma tinta líquida, podendo ser usado como agente de cor corante ou pigmento.

Essa tinta pode ser à base de água ou solvente, ou seja, a resina é solúvel em água ou solvente (dependendo das características e utilização do impresso a se obter).

Devido a característica de utilizar tinta líquida (e forma em alto relevo), o sistema de impressão flexográfica é um dos sistemas mais versáteis que existe, podendo fazer a impressão em diversos substratos, como papel, plásticos, sacos de ráfia, papelão ondulado, cerâmica, etc (com a utilização de máquinas especialmente fabricadas para cada utilização).

A impressão em substratos impermeáveis pode ser obtida devido ao fato da tinta ser líquida e de secagem extremamente rápida (com auxílio de aquecedores e ventiladores instalados no percurso do substrato após a impressão.



Fonte:  http://www.rickardo.com.br/prodgraf/1flexo.htm

Equipe: Amanda Nóbrega, Juliana Gomes, Marília Muniz, Marcos José, Paulo Uchôa e Rafaela Queiroz


Orientação: José Carlos de Mélo

29 de set. de 2011

[Vídeo] Veja como funciona um dos processos da tampografia

A Tampografia é mais um tipo de impressão, bem parecido com a serigrafia. A diferença entre elas é que a tampografia é mais utilizada para imprimir superfícies irregulares, onde seria difícil imprimir em serigrafia.


Equipe: Amanda Nóbrega, Juliana Gomes, Marília Muniz, Marcos José, Paulo Uchôa e Rafaela Queiroz

Orientação: José Carlos de Mélo

A potencialidade da tampografia


A tampografia é um processo de impressão por transferência indireta de tinta, a partir de um cliché gravado em baixo relevo com o motivo a ser impresso, por um tampão (almofada) de silicone.

Oferece a maior definição e precisão em traços de linhas finas, o que faz com que seja um processo muito versátil e utilizado para imprimir em superfícies cilíndricas, curvas ou planas, regulares ou irregulares.
 
Aplicações típicas incluem brinquedos, relógios, aparelhos electrónicos, electrodomésticos, vidrarias, brindes e outros.

A Tampografia foi inventada no século XIX, pela corte inglesa. Com um sistema rudimentar de tampões em gelatina, para decorar as vasilhas da Rainha Vitória. Nos anos de 1950, se desenvolveu ao nível industrial, inicialmente com a decoração de relógios de pulsos suíços.

Basicamente é um sistema de impressão que permite transferir figuras, palavras, desenhos, fotografias, etc. desde um baixo-relevo a uma superfície que pode ser bem plana ou bem irregular, como uma casca de noz, por exemplo. Pelo processo tampográfico é possível imprimir em qualquer superfície e material.


Vantagens da tampografia

1) Altíssima qualidade de impressão em grafismos e traços finos,
 
2) Possibilita impressões em superfícies irregulares, côncavas, convexas e em degraus;
 
3) Processo de impressão contínua, sem necessidade de constantes paragens para acerto na qualidade de impressão, permitindo uma elevada produção horária;


4) Índice mínimo de rejeição de peças, e com possível recuperação, ocasionando economia de material e ganho de produção;
 
5) Número extremamente elevado de impressões com o mesmo cliché, e possibilidade de impressão até 4 cores na mesma máquina.

Equipe: Amanda Nóbrega, Juliana Gomes, Marília Muniz, Marcos José, Paulo Uchôa e Rafaela Queiroz

Orientação: José Carlos de Mélo

28 de set. de 2011

Sistema Offset: uma das formas mais utilizadas para impressão



Utilizado para impressões de grande e média quantidade, o offset oferece uma boa qualidade e é feito com grande rapidez. Entenda como funciona o processo mais utilizado na indústria gráfica atualmente. O offset é um dos processos de impressão mais utilizados desde a segunda metade do século XX. Ele garante boa qualidade para médias e grandes tiragens, além de imprimir em praticamente todos os tipos de papéis além de alguns tipos de plástico (especialmente o poliestireno).

Você sabe como funciona a impressão offset? Não? Fique sabendo, a partir de agora, com o blog Impressão Net:

O offset faz uma impressão indireta: ou seja, a imagem não é impressa direta no material. Isto acontece pois a superfície da chapa onde está a imagem é lisa e teria pouca fricção com o material – o que iria deixar tudo borrado.

Primeiro: pega-se uma chapa metálica que é preparada para se tornar foto-sensível. A área que é protegida da luz acaba atraindo gordura – neste caso, a tinta – enquanto o restante atrai apenas água – que não chega no papel.

Segundo: a chapa é presa em um cilindro. Esse cilindro vai rolar por um outro menor que contem a tinta – que pode ser da cor ciana, magenta, amarela ou preta. A tinta vai “colar” na imagem, enquanto o restante fica em “branco”.

Terceiro: um cilindro com uma blanqueta de borracha rola em cima do primeiro cilindro (com a chapa já pintada). A blanqueta vai absorver melhor a tinta além de proporcionar uma melhor fricção ao papel. Agora, a imagem está impressa na blanqueta.

Quarto: o papel passa entre o cilindro com a blanqueta e um outro cilindro que vai fazer pressão. Assim a imagem é transferida da blanqueta para o papel.

Sendo assim, a chapa imprime na blanqueta que imprime no papel.




As chapas podem ser produzidas por fotogravura com a utilização de fotolitos ou por gravação digital. Na produção por fotogravura, a chapa de alumínio virgem é colocado na gravadora, ou prensa de contato sob o fotolito. O fotolito é como se fosse uma transparência positiva de uma das quatro cores (CMYK).

O fotolito, aderido a chapa por vácuo, é exposto a luz por algum tempo. A luz possibilita que as imagens do fotolito sejam impressas na chapa – essa etapa chama-se gravação ou sensibilização. Nesta etapa, a luz “amolece” a emulsão na chapa. Tudo que foi exposto a luz, irá passar a atrair a umidade, enquanto a área que não foi exposta “endurece” e passa a atrair gordura (neste caso, a tinta). Em seguida, a chapa é lavada com químicos específicos que irão reagir com as áreas expostas à luz tanto quanto com as áreas não expostas, etapa que leva o nome de revelação.

Quais são os tipos de impressoras?

Na impressão offset, as impressoras podem ser planas ou rotativas. Isso quer dizer que pode utilizar folhas soltas (planas) ou bobinas de papel (rotativas). O sistema de bobinas, por exemplo, é utilizado na indústria da produção de jornais por ser muito mais rápido – em média 30.000 cópias por hora – porém a qualidade é menor que nas impressoras offset planas, que por sua vez são mais usados para imprimir cartazes, livros, folhetos, folders, etc. Existem também impressoras rotativas de alta qualidade, disponíveis apenas em gráficas muito grandes e usada principalmente para impressão de revistas de alta tiragem.


Na imagem acima você pode notar que existem as quatro cores básicas, que juntas podem formar qualquer cor. Quando uma gráfica não precisa utilizar todas as cores (em impressões monocromáticas, bicromáticas ou tricromáticas) a “torre” onde cada cor fica é removida.


Fonte: http://design.blog.br/design-grafico/o-que-e-uma-impressao-offset-revisto

Equipe: Amanda Nóbrega, Juliana Gomes, Marília Muniz, Marcos José, Paulo Uchôa e Rafaela Queiroz


Orientação: José Carlos Mélo